quarta-feira, maio 31, 2006

Oficina de apresentação à observação participante (programa (quase) definitivo)

Oficina de apresentação à observação participante

Dia 01

  • Apresentação geral
    Oficineiro
    Participantes
  • Apresentação da proposta da oficina
  • Exposição: observação como instrumento, observação como conceito
    A história moderna da observação sistematizada
    Descartes: um sujeito que observa os objetos para poder observar-se
    Newton: um sujeito que observa objetos
    Kant: um sujeito que observa o próprio sujeito
    Hegel: um sujeito que observa a própria observação
  • Buscando definições para a participação
    Perspectivas teóricas

Dia 02

  • MOURA, Maria Lúcia S. de M., FERREIRA, Maria Cristina, PAINE, Patrícia Ann. “Definição e Metodologia”. In: Manual de elaboração e projetos de pesquisa. Rio de janeiro: Eduerj, 1998. p. 57-98.
  • SIMÕES, Darcília. “A ciência, a pesquisa, o método: implicações semióticas”. In: HENRIQUES, Cláudio Cezar, SIMÕES, Darcília M. P. A redação de trabalhos acadêmicos: teoria e prática. 2.ed. Rio de Janeiro: Eduerj, 2003. p. 41-54.

Dia 03

  • Análise de caso: Pibic “Formação de competência em observação de campo no Ponto de Cultura da Associação Salvamar”
  • Apresentação de casos: projetos da linha de pesquisa “Participação e subjetividades”

Dia 04

  • Modelagem de instrumentos para coleta e tratamento de dados para projetos da linha de pesquisa “Participação e subjetividades”

segunda-feira, maio 29, 2006

IEA/USP discute a biblioteca eletrônica SciELO

Comemorando a inclusão de toda a coleção da revista Estudos Avançados na biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), o IEA/USP promove, no dia 31 de maio, o painel "As Publicações Científicas na Era do Acesso Livre". A SciELO é o resultado de um projeto de pesquisa envolvendo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciência da Saúde (BIREME), com o apoio do CNPq. Os expositores explicarão como funciona este sistema e discutirão a importância que este tipo de projeto tem para a divulgação da produção científica brasileira. O evento terá transmissão ao vivo pela Internet no endereço www.iea.usp.br/aovivo.

(Boletim do PNLL, n. 9)

Fichamento: "Definição e Metodologia"

MOURA, Maria Lúcia S. de M., FERREIRA, Maria Cristina, PAINE, Patrícia Ann. “Definição e Metodologia”. In: Manual de elaboração e projetos de pesquisa. Rio de janeiro: Eduerj, 1998. p. 57-98.
Download: http://orlandolopes.es.googlepages.com/DefinioeMetodologia.InManualdeelaboraoeprojetosdepesquisa.doc

domingo, maio 21, 2006

Livro: Realidade e Cognição

Realidade e Cognição, de João Paulo Monteiro.
160 págs., R$ 28
Ed. Discurso/Unesp (praça da Sé, 108, SP, CEP 01001-900, tel. 0/ xx/ 11/ 3242-7171).

Reedição de textos em que o professor de filosofia da USP analisa a condição da humanidade como parte da natureza, tentando estabelecer os limites do saber humano.

Livro: Shopping Center

Shopping Center, de Valquíria Padilha.
224 págs., R$ 34. Boitempo (r. Euclides de Andrade, 27, CEP 05030-030, SP, tel. 0/xx/11/ 3875-7250).

A professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP analisa as origens, efeitos e ideologia dos grandes centros comerciais. Ela discute a relação entre trabalho, lazer e "tempo livre" no capitalismo, e aborda como o shopping "captura" esse tempo.

Causos e exemplos: A luz, essa desconhecida

A luz, essa desconhecida

São Paulo, domingo, 21 de maio de 2006
+ Marcelo Gleiser

Onda e partícula são imagens criadas a partir de nossa experiência
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2105200602.htm

A luz, essa desconhecida (...) Os primeiros a pensar na luz de forma mais científica foram, como sempre, os filósofos da Grécia Antiga. Em particular, os atomistas diziam que a luz, como tudo o que existe no cosmo, é feita de pequenas partículas indivisíveis que chamaram de átomos. (...) A questão da natureza da luz volta à berlinda no século 17 (...). Isaac Newton, (...) acreditava que a luz era mesmo feita de átomos (...). (...) Para provar seu argumento, fez a luz passar por prismas que (...) têm a propriedade de separá-la nas várias cores. Newton fez também a experiência inversa, usando prismas para recombinar luz de diferentes cores na luz "branca" do Sol. (...) A teoria rival, proposta por Christian Huyguens, sugeria que a luz era uma onda (...): partículas são localizadas no espaço, enquanto ondas se espalham pelo espaço. Dentre as várias previsões das duas teorias, uma importante era a mudança na velocidade da luz quando passa do ar para a água. Segundo a teoria corpuscular, a velocidade aumentaria; segundo a ondular, diminuiria. (...) Foi Einstein, em 1905, que resolveu a questão, propondo, pasmem, que a luz era uma partícula! Sugeriu que a luz fosse composta de pequenos pacotes, chamados mais tarde de fótons, que colidiam com os elétrons da placa como bolas de bilhar. (...) Sua teoria funcionou como uma luva e rendeu-lhe o prêmio Nobel de 1921. Mas, afinal, a luz é onda ou partícula? É ambas e nenhuma das duas! Onda e partícula são imagens que criamos baseados na nossa experiência. Infelizmente, a luz não dá a menor bola para como a descrevemos. Ela é o que é, misteriosa e fascinante.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica do Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "O Fim da Terra e do Céu"

Causos e exemplos: evolução, metáfora biológica

Sistematas criam melhor álbum de família dos anfíbios, desfazendo equívocos sobre história do grupo Família de duas vidas

São Paulo, domingo, 21 de maio de 2006
+(c)iência
AMNH/Divulgação
REINALDO JOSÉ LOPESDA REPORTAGEM LOCAL

(...) Dezenove pesquisadores de dez países resolveram jogar fora a poeira de décadas de dados defasados e refazer toda a árvore genealógica das 6.000 espécies do grupo. (...) "A coisa toda simplesmente cresceu. Começou com um simples catálogo on-line das espécies, mas o meu trabalho nisso me convenceu de que muito do nosso entendimento sobre o parentesco entre os anfíbios estava baseado em conhecimento antiquado". (...) "Antigamente, um autor pegava um ossinho de um animal, comparava com um ossinho de outro e traçava uma relação de parentesco a partir daí" (...). Acontece que muitas vezes ele nem estava comparando ossos que eram equivalentes, e isso estragava a análise." Para traçar a mega-árvore genealógica, eles juntaram trechos de DNA de 522 espécies ao bom e velho método comparativo anatômico. Essa montanha de dados foi analisada pelos supercomputadores do museu americano durante três meses. (...) Ninguém se surpreendeu muito ao descobrir que a visão atual sobre o parentesco entre os anfíbios era uma bagunça completa (...), mas ninguém tinha coragem de mexer nesse vespeiro" (...). (...) o mais intrigante é a quantidade de características que parecem ser "avançadas", mas, na verdade, teriam surgido cedo na evolução anfíbia. Dois exemplos têm a ver com reprodução: desde o princípio, parece que alguns sapos aprenderam o truque de passar direto do ovo para a forma de sapo (sem virar girino antes); e muitos grupos primitivos também cuidam da cria, coisa considerada típica de vertebrados mais "avançados". "Há sapos que carregam os filhotes no dorso ou mesmo na bolsa vocal dos machos", conta Haddad. (...) "Esses estudos nos permitem entender que características complexas podem ser bloqueadas ou revertidas por mudanças genéticas relativamente simples. (...)" No mundo anfíbio, assim como no humano, o potencial oculto pode estar onde menos se espera.

sexta-feira, maio 19, 2006

FRAGMENTOS: Cartografia e observação de campo

[obs. rascunho para texto de trabalho da oficina]


Cartografia e observação de campo
metodologia do sub-projeto

[Considerações sobre a metodologia do projeto Pibic]

Apresentação
Na base do conjunto de práticas que costumamos referir como “método científico”, um dos elementos mais fundamentais, sem sombra de dúvida, é o recurso à observação. Via de regra, todo cientista observa fenômenos que considera ainda mal compreendidos e tenta estabelecer descrições mais nítidas e explicações mais adequadas para os problemas associados ao fenômeno eleito.

O termo observação costuma nos remeter diretamente ao campo da visualidade; dizemos, com efeito, que só se pode observar aquilo que possa ser visto (mais ou menos como quando dizemos que “é preciso ver para crer”). Podemos sem medo afirmar que toda a “ciência canônica” – aquela que respeita os pressupostos clássicos da metodologia – tem como princípio que se pode (e deve) aceitar a verdade, na medida em que ela se torne evidente, ou seja, visível ao observador.

Além disso, talvez seja interessante chamar a atenção também para o fato de que o cientista e o pesquisador são agentes especializados de uma prática que, em maior ou menor grau, é um hábito bastante disseminado em nossa cultura. Todos nos consideramos observadores[1], e como observadores costumamos ter considerações e críticas a tudo de relevante que conseguimos perceber.

A “observação pura”, contudo, deve ser distinguida da “interação”. Observar algo não é a mesma coisa que interagir com esse algo, embora se possa dizer que tanto por uma abordagem quanto pela outra é possível a um sujeito qualquer formar conhecimento a respeito de um fenômeno, ou dos problemas considerados a seu respeito. E, da mesma forma, tanto a “observação pura” (Descartes) quanto a “observação interativa” (ou “participante”, cf. Malinowski, XXX) diferem em relação à observação “cartográfica” (ROLNIK, XXX), ou seja, aquela que considera não apenas os dados observados ou a relação entre o sujeito e o conhecimento que se forma em sua observação, mas que também busca “desconstruir” (SANTIAGO et al., 1976, p. ) o objeto do conhecimento, aplicando sobre ele o questionamento sobre a sua natureza e sobre os marcadores utilizados para defini-la.

De forma geral, podemos dizer que existem pelo menos três “universos de referência” para o processo de observação, referentes ao objeto geral das ciências naturais, biológicas e exatas. Assim, aceitamos que aprendemos – os cientistas aprendem – a observar a partir dos modelos utilizados para observar fenômenos da natureza, da vida e da matemática, e tentamos aplicar esses pontos de partida a situações de observação dos outros objetos de conhecimento sobre os quais venhamos a nos debruçar, como as ciências sociais e humanas. Confortáveis na situação de ciências compatíveis com uma lógica e com uma representação baseada na visão, a física e a biologia forneceram as metáforas básicas para que se pudessem desenvolver modelos de observação em outros campos desejosos de produzir conhecimento, embora tenha sempre ficado mais ou menos clara a necessidade de se corrigir essa aproximação pois as ciências definidoras do método científico canônico observam objetos que manifestam naturezas distintas, de uma constituição objetiva que se pode opor a uma constituição subjetiva.

Indo direto ao ponto, poderemos ilustrar essa distinção invocando exemplos dos próprios campos de produção de conhecimento. No caso da física, por exemplo, a “representação mundana” ou “senso comum” costuma recorrer à imagem de um observador que direciona seu olhar para aquilo que acontece com os elementos que constituem o nosso universo material. Uma vez reconhecida a existência de um fenômeno, busca-se pela observação perceber suas propriedades (também chamadas “atributos” ou “dados”), manifestada de forma livre, experimental ou controlada. Em todo caso, o procedimento acaba sendo mais ou menos o mesmo: o que se vê, se analisa e se descreve; o que se descreve representa o fenômeno questionado e, segundo a validade atribuída a essa representação, atesta-se a observação realizada como correspondente à verdade do fenômeno.

Uma das grandes funções da observação, na física, é determinar conjuntos de regularidades entre as diversas manifestações dos fenômenos, chamados genericamente “leis”. Como essas leis dizem respeito aos elementos que sempre compuseram o universo, sua vigência é dada como permanente ou imutável: esperamos que a luz sempre seja refletida em superfícies polidas, que os objetos caiam respeitando a mesma aceleração, que o peso de um objeto permaneça inalterado em aferições sucessivas. Na física (clássica, canônica, mecânica), o que foi ontem provavelmente continuará sendo hoje e amanhã.

Nas ciências biológicas, a base da organização do conhecimento – e por extensão, das observações realizadas – é aparentemente inversa à da física: mais que procurar regularidades ou os fatores que permitem a sua ocorrência, importa compreender a mudanças ocorridas de tempos em tempos entre os membros de uma mesma espécie de organismos. É na idéia de “evolução” consolidada como teoria por Darwin que se cristalizou a imagem do trabalho dos biólogos, e evolução aqui significa grosso modo uma diferença entre a forma de dois membros de uma classe, no decurso de seus ciclos de reprodução. Aqui, o cientista observa ao menos duas formas para tentar estabelecer como uma evoluiu até a outra: ou seja, a partir de duas observações “diretas”, pretende o evolucionista encontrar um elemento “indireto” – a explicação para as alterações formais entre os espécimes considerados. Note-se que a biologia não refuta a física, mas reposiciona a observação para alcançar uma outra especificidade.

Por fim, no campo das ciências exatas, ou da matemática, a observação, a análise e a descrição se ocupam de fenômenos que, estando objetivamente nas coisas “naturais” e “vivas”, ajudam o pensamento do observador a estabelecer cálculos a respeito dessa ocorrência. Para usar uma pseudo-etimologia, poderíamos dizer que é matemático “tudo aquilo com o que se pode contar” – e que portanto se deve saber o que é[2]. A observação das “entidades matemáticas” implica exatamente ultrapassar o nível sensível e individual das manifestações empíricas dos fenômenos, para buscar atingir o nível inteligível que desponta nesses fenômenos. Quando observamos como matemáticos, passamos a lidar com as transformações entre as regularidades produzidas pelos fenômenos físicos e as diferenças provocadas pela ação (lato sensu) dos seres vivos.

[1] O quanto podemos associar termos como “observação”, “consciência” e “aprendizagem” (“Será que aprendo ou tomo consciência de tudo o que observo?”) é uma questão para ser tratada em outro tópico.
[2] Afinal, como usar algo que não se sabe o que é?

quarta-feira, maio 17, 2006

Comentários e citações



FIGARO, Roseli. Mediações e hábitos de consumo na recepção dos operários metalúrgicos. http://intercom.org.br/papers/xxi-ci/gt16/GT1608.PDF

"A sociologia qualitativa ou a investigação social interpretativa, na qual também se apoiam
os estudos de recepção, tem três fontes metodológicas importantes: o interacionismo simbólico, a etnometodologia e a etnografia (Jankowski, 1993). O interacionismo simbólico (Mead, 1934 e
Blumer, 1969) postula que a investigação interpretativa parte do pressuposto de que "as pessoas atuam sobre a base do significado que atribuem aos objetos e situações". "(...) O significado procede da interação com outros e que este significado transforma-se, posteriormente, através de um processo de interpretação durante a interação" (Jankowski,1993:67). A observação participante tem sido um instrumental de pesquisa bastante utilizado em trabalhos deste campo metodológico."


CARVALHO, 2000. Em busca do Método: contribuições para um novo paradigma científico. ANPEPP (Apud CARVALHO, Ricardo A. de C., TRAJANO, Ana Rita C. Economia solidária e processos psicossociais: autogestão, autonomia e solidariedade em construção. PDF)
... "fomos buscar na 'observação de campo', na análise do sujeito sobre sua própria atividade e na 'conversa ao pé da máquina', modalidades interativas e interagentes, subsidios para consubstanciar um campo interpretativo válido que não incorresse somente na coleta de 'percepções' dos sujeitos em questão. A observação de campo, assim como a conversa ao pé da máquina, permitem como modalidades flexíveis e dinâmicas, a apreenssão, por exemplo do 'tácito', de acordos informais et., ou seja, daquilo que não é diretamente apreendido por outras perspectivas metodológicas. Em todo caso o centro de interesse é o sujeito enquanto produtor ativo do 'sentido' de sua práxis laboral."



Iannini, 2001. Da ciência ao estilo, via sujeito: ensaio sobre a psicanálise e a Modernidade.
Resumo: Por que Freud preferiu se descrever como um herdeiro de Copérnico e Darwin, e não de Descartes, Shopenhauer ou Nietzsche?Por que "ciência", e não "filosofia"? Este ensaio tem por objetivo apreender o sentido da convergência entre psicanálise e ciência moderna na figura da postulação de um Universo infinito e contingente, bem como indicar os pontos em que a distãncia entre psicanálise e ciência se estende ao máximo: do problema do sujeito (e a ética que ele implica) até a questão do estilo (e a experi~encia de linguagem que ela pressupõe). (p. 133)

Araújo, 2001. Literatura e Filosofia.
"(...) Hayden White, teórico da história que aposta no estatuto tropológico - ou trópico - de todo discurso. (...) / Mas o que é esse discurso? em primeiro lugar, uma iniciativa de adequação entre dados e fenômenos a descrever e os parâmetros e métodos a utilizar. (...)" (p. 122, grifo meu)


Austin, 1993[1962]. Percepção e sentido.
"A doutrina geral, enunciada na sua generalidade, apresenta-se assim: nós nunca vemos, ou, de outro modo, percebemos (ou "sentimos"), ou, de qualquer maneira, nunca percebemos ou sentimos diretamente objetos materiais (ou coisas materiais), mas somente dados dos sentidos (ou nossas próprias idéias, impressões, sensa, perpcepções sensíveis, perceptos, etc.)." (p. 8-9)

"(...) quando o homem comum acredita não estar percebendo coisas materiais, acha que está sendo enganado pelos sentidos, e (...) quando crê estar sendo enganado pelos sentidos, acha que não está a perceber coisas materiais. (...)" (p. 16)


"(...) a noção de percepção indireta não está à vontade a não ser com o sentido da visão. No caso dos outros sentidos não xiste nada de análogo à "linha de visão"(...)." (p. 25)

" (...) 'Por que não podemos dizer que temos consciência direta das coisas materiais?" A resposta, diz ele, é fornecida 'por aquilo que se conhece como argumento da ilusão' (...)." (p. 29)

"(...) Uma pessoa que vê uma miragem, diz Ayer, 'não percebe qualquer coisa material, pois o oásis que pensa perceber não existe'. Mas a sua experiência não é uma experiência de nada'; assim, diz-se que apreende dados dos sentidos que são semelhantes, por sua natureza, àquilo que estaria apreendendo se estivesse vendo um oásis de verdade, mas que são enganosos no sentido de que a coisa material que parecem apresentar não está realmente lá." (p. 33)

Glossário de Derrida (1976)
ausência, complemento, lógica do complemento, descentramento, desconstrução, desvendamento, método dialético, différance, diferença, economia, enigma, estratégia, estrutura, estruturalidade, etnocentrismo, farmácia, hierarquia, história, interpretação, intertextualidade, jogo, margem, origem, pharmakeia-pharmakos, polissemia, representação, significação, significado transcendental, sigo, suplemento, lógica do suplemento, texto

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS ONLINE
MENDES, José Manuel de Oliveira. Perguntar e observar não basta, é preciso analisar: algumas reflexões metodológicas. http://www.ces.uc.pt/publicacoes/oficina/194/194.pdf


REFERÊNCIAS IMPRESSAS
ARAÚJO, Guaracy. “Literatura e Filosofia”. In: FRECHEIRAS, Marta L. de O., NEVES, Sérgio R. (Orgs.). Linguagem e filosofia – II Simpósio nacional de Linguagem e Filosofia. p. 122-126.

AUSTIN, J.L. Sentido e percepção. Tradução de Armando Manuel Mora de Oliveira. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

DUBOIS, Jean et al. Dicionário de Lingüística. São Paulo: Cultrix, s.d. [1973].

FÁVERO, Leonor L., KOCH, Ingedore G. V. Lingüística textual: uma introdução. 4.ed. São Paulo: Cortez, 1998. ("1.5. O conceito de texto", p. 18; "Texto e discurso", p. 23)

IANNINI, Gilson. “Da ciência ao estilo, via sujeito: ensaio sobre a psicanálise e a Modernidade”. In: FRECHEIRAS, Marta L. de O., NEVES, Sérgio R. (Orgs.). Linguagem e filosofia – II Simpósio nacional de Linguagem e Filosofia. p. 135-146.

LIMA, Luís Costa. “Montaigne: subjetividade e experiência da heterogeneidade”. In: Limites da voz: Montaigne, Schlegel. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. p. 29-36.

PLATÃO. “Vida e obra”. Platão. Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 2000.

RIBAS, Simone Augusta. Metodologia científica aplicada. Rio de Janeiro: Eduerj, 2003.

SANTIAGO, Silviano. Glossário de Derrida. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1976.

SILVA. JJ da. “Objetos intencionais e existência objetiva”. In: Trans / form / ação. Revista de Filosofia da Universidade Estadual Paulista. São Paulo: Unesp, 1980. p. 155-164.

VERÓN, Eliseo. "Semiose social". In: A produção de sentido. São Paulo: Cultrix / Edusp, 1980. p. 173-204.


DICIONÁRIOS E OUTRAS OBRAS DE REFERÊNCIA

Dicionários-Online.com oferece links para dicionários, glossários, enciclopédias, atlas, e outras obras de referência em português na Internet. A lista abaixo foi editada, acesse o original aqui.

Ciencias sociais, história, filosofia, religião, sociologia, etc.
Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil 1991-2000"
O Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil é um programa que gera tabelas, gráficos, mapas e relatórios a partir de 125 indicadores sociais e econômicos para os 5507 municípios brasileiros e as 27 unidades da Federação, baseados nas informações dos Censos Demográficos de 1991 e de 2000, do IBGE.O Atlas se destina a administradores públicos, pesquisadores, jornalistas e às pessoas que trabalham com planejamento e análise das realidades municipais, estaduais e brasileira." http://www.fjp.gov.br/produtos/cees/idh/atlas_idh.php

Banco de Dados Políticos das Américas
Constituições e Estudos Constitucionais, Sistemas Eleitorais e Dados Eleitorais, Governabilidade Local e Descentralização, Partidos Políticos.http://www.georgetown.edu/pdba/portuguese.html

Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil http://www.cpdoc.fgv.br/

Dicionário de Filosofia http://www.terravista.pt/ancora/2254/lexicon/dcionara.htm

Dicionário de Sociologiahttp://www.terravista.pt/Bilene/2458/dic-soc/

Dicionário do Trabalho Vivo "O Dicionário é uma nova fonte de informação e um sistema de comunicação sobre trabalho, emprego e gestão da carreira profissional. Empresários, trabalhadores, profissionais desempregados, aposentados, estudantes universitários (inclusive de pós-graduação), do ensino médio e de cursinhos pré-vestibular podem participar do Dicionário."http://www.cidade.usp.br/projetos/dicionario/

DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO (PT/Br)CPDOC - Fundação Getulio Vargas.http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/

Dicionário Livre de Psicanálise http://www.e-psicanalise.com.br/alfabeto.htm

Dicionário (Virtual) de Mitologia Greco-Romana http://www.geocities.com/WestHollywood/Parade/3179/

Download de glossários
Núcleo de Estudos de Tradução (NETRA), Centro Universitario Ibero-Americano."O Núcleo de Estudos de Tradução (NETRA), competentemente dirigido pela Profª Valderez Carneiro da Silva, é o órgão do UNIBERO que se encarrega de orientar, supervisionar e validar os estágios dos alunos do curso de Tradutores e Intérpretes. Um dos itens obrigatórios dos estagiários é a confecção de um glossário técnico sob a responsabilidade de um perito da área escolhida. Assim, há glossários de Direito, Contabilidade, Comércio Exterior, Odontologia, Medicina, Farmácia, Medicina Veterinária, Astrologia, Psicologia, Engenharia, Conquiliologia, Ufologia, etc.A nova empreitada do NETRA é a de que um número significativo e crescente de glossários esteja na internet. Para tanto, o setor já está orientando os estagiários do curso de Tradutores e Intérpretes quanto à formatação eletrônica dos trabalhos e solicitando a autorização pertinente para a disponibilização em rede."http://www.unibero.edu.br/glossarios.asp

Enciclopédia de Filosofia
Esta enciclopédia contém 791 verbetes: 519 microverbetes e 272 macroverbetes. Os microverbetes (no índice, em fonte estilo normal) contêm informações sucintas. Há uma página para todos eles. Os macroverbetes (no índice, em fonte estilo negrito) contêm informações detalhadas. Há uma página para cada um deles.http://geocities.yahoo.com.br/mcrost07/

Glossário - Aspectos Biopsicossociais do Desenvolvimento Humano http://www.peacelink.it/zumbi/org/cedeca/gloss/gl-psoc.html

Glossário de estatística do trabalho, emprego, e formação profissional
http://www.detefp.pt/glossario/

Glossário de pedagogia
http://www.aprendebrasil.com.br/pais/glossario_pedagogico/default.asp

Glossário de termos políticos
http://www.democracia.com.br/Busca/buscagloss.asp

Glossário do ambiente de trabalho
http://www.iapmei.pt/iapmei-gls-02.php?glsid=5&letra=A

Glossário do terceiro setor
O Terceiro Setor é constituído por organizações privadas sem fins lucrativos que geram bens, serviços públicos e privados. Todas elas têm como objetivo o desenvolvimento político, econômico, social e cultural no meio em que atuam.

Grécia Antiga Revista eletrônica de arte, literatura, mitologia e outros temas.http://warj.med.br/

MithosSistema de Pesquisa Mitológica em Hipertexto.http://mithos.cys.com.br/

Mundo Antigo (PT) Portal de História e Cultura.http://www.tg3.com.br/mundoantigo/

OxLAD (Oxford Latin American Economic History Database)(PT,EN,ES)"O Banco de Dados OxLAD (Oxford Latin American Economic History Database) contém séries estatísticas de uma ampla gama de indicadores econômicos e sociais abrangendo vinte países da região ao longo do período compreendido entre 1900-2000. O seu objetivo é fornecer aos historiadores econômicos e sociais do mundo inteiro uma compilação sistemática de informações estatísticas disponíveis em uma única fonte on-line. Os dados apresentados pelo OxLAD foram selecionados visando fornecer uma cobertura ampla e ao mesmo tempo assegurar a maior consistência e comparabilidade entre países que for possível na definição de cobertua e avaliação de séries. Ao fazê-lo, o OxLAD presta uma grande contribuição a pesquisas comparativas sobre a América Latina."http://oxlad.qeh.ox.ac.uk/

SciELO (PT,EN,ES) Scientific Electronic Library Online.http://www.scielo.org/

Terminologia da Educação Base de dados trilingue, contendo unidades terminológicas nos domínios da educação e formação profissionalhttp://barril.dapp.min-edu.pt/terminol/default.html

Thesaurus Brasileiro da Educação (Brased)"Vocabulário controlado que reúne termos e conceitos relacionados entre si, a partir de uma estrutura conceitual da área da Educação, e extraídos de documentos analisados nos Centros de Informações Educacionais."http://www.inep.gov.br/pesquisa/thesaurus/

PROPOSTA

Dia 31 de maio o Netes iniciará uma Oficina de apresentação à observação participante, como atividade da linha de pesquisa "Participação e subjetividades". A oficina terá uma duração de onze horas, divididas em quatro encontros de trabalho. Aqui serão postadas referências e fragmentos de textos a serem retomados durante as sessões de trabalho.