quarta-feira, maio 17, 2006

Comentários e citações



FIGARO, Roseli. Mediações e hábitos de consumo na recepção dos operários metalúrgicos. http://intercom.org.br/papers/xxi-ci/gt16/GT1608.PDF

"A sociologia qualitativa ou a investigação social interpretativa, na qual também se apoiam
os estudos de recepção, tem três fontes metodológicas importantes: o interacionismo simbólico, a etnometodologia e a etnografia (Jankowski, 1993). O interacionismo simbólico (Mead, 1934 e
Blumer, 1969) postula que a investigação interpretativa parte do pressuposto de que "as pessoas atuam sobre a base do significado que atribuem aos objetos e situações". "(...) O significado procede da interação com outros e que este significado transforma-se, posteriormente, através de um processo de interpretação durante a interação" (Jankowski,1993:67). A observação participante tem sido um instrumental de pesquisa bastante utilizado em trabalhos deste campo metodológico."


CARVALHO, 2000. Em busca do Método: contribuições para um novo paradigma científico. ANPEPP (Apud CARVALHO, Ricardo A. de C., TRAJANO, Ana Rita C. Economia solidária e processos psicossociais: autogestão, autonomia e solidariedade em construção. PDF)
... "fomos buscar na 'observação de campo', na análise do sujeito sobre sua própria atividade e na 'conversa ao pé da máquina', modalidades interativas e interagentes, subsidios para consubstanciar um campo interpretativo válido que não incorresse somente na coleta de 'percepções' dos sujeitos em questão. A observação de campo, assim como a conversa ao pé da máquina, permitem como modalidades flexíveis e dinâmicas, a apreenssão, por exemplo do 'tácito', de acordos informais et., ou seja, daquilo que não é diretamente apreendido por outras perspectivas metodológicas. Em todo caso o centro de interesse é o sujeito enquanto produtor ativo do 'sentido' de sua práxis laboral."



Iannini, 2001. Da ciência ao estilo, via sujeito: ensaio sobre a psicanálise e a Modernidade.
Resumo: Por que Freud preferiu se descrever como um herdeiro de Copérnico e Darwin, e não de Descartes, Shopenhauer ou Nietzsche?Por que "ciência", e não "filosofia"? Este ensaio tem por objetivo apreender o sentido da convergência entre psicanálise e ciência moderna na figura da postulação de um Universo infinito e contingente, bem como indicar os pontos em que a distãncia entre psicanálise e ciência se estende ao máximo: do problema do sujeito (e a ética que ele implica) até a questão do estilo (e a experi~encia de linguagem que ela pressupõe). (p. 133)

Araújo, 2001. Literatura e Filosofia.
"(...) Hayden White, teórico da história que aposta no estatuto tropológico - ou trópico - de todo discurso. (...) / Mas o que é esse discurso? em primeiro lugar, uma iniciativa de adequação entre dados e fenômenos a descrever e os parâmetros e métodos a utilizar. (...)" (p. 122, grifo meu)


Austin, 1993[1962]. Percepção e sentido.
"A doutrina geral, enunciada na sua generalidade, apresenta-se assim: nós nunca vemos, ou, de outro modo, percebemos (ou "sentimos"), ou, de qualquer maneira, nunca percebemos ou sentimos diretamente objetos materiais (ou coisas materiais), mas somente dados dos sentidos (ou nossas próprias idéias, impressões, sensa, perpcepções sensíveis, perceptos, etc.)." (p. 8-9)

"(...) quando o homem comum acredita não estar percebendo coisas materiais, acha que está sendo enganado pelos sentidos, e (...) quando crê estar sendo enganado pelos sentidos, acha que não está a perceber coisas materiais. (...)" (p. 16)


"(...) a noção de percepção indireta não está à vontade a não ser com o sentido da visão. No caso dos outros sentidos não xiste nada de análogo à "linha de visão"(...)." (p. 25)

" (...) 'Por que não podemos dizer que temos consciência direta das coisas materiais?" A resposta, diz ele, é fornecida 'por aquilo que se conhece como argumento da ilusão' (...)." (p. 29)

"(...) Uma pessoa que vê uma miragem, diz Ayer, 'não percebe qualquer coisa material, pois o oásis que pensa perceber não existe'. Mas a sua experiência não é uma experiência de nada'; assim, diz-se que apreende dados dos sentidos que são semelhantes, por sua natureza, àquilo que estaria apreendendo se estivesse vendo um oásis de verdade, mas que são enganosos no sentido de que a coisa material que parecem apresentar não está realmente lá." (p. 33)

Glossário de Derrida (1976)
ausência, complemento, lógica do complemento, descentramento, desconstrução, desvendamento, método dialético, différance, diferença, economia, enigma, estratégia, estrutura, estruturalidade, etnocentrismo, farmácia, hierarquia, história, interpretação, intertextualidade, jogo, margem, origem, pharmakeia-pharmakos, polissemia, representação, significação, significado transcendental, sigo, suplemento, lógica do suplemento, texto